terça-feira, 31 de março de 2009

BOCA MOVIES-2: MARIA...SEMPRE MARIA



MARIA...SEMPRE MARIA
Direção: Eduardo Llorente
Brasil, 1973

A pornochanchada é um gênero cinematográfico engraçadíssimo. Muitas vezes os diretores tentavam inovar em seus filmes, bolando coisas que os tornassem mais intelectuais ou qualquer coisa do gênero. Não sei o que acometeu a cabeça do diretor Eduardo Llorente quando ele fez este negócio chamado Maria...Sempre Maria.

Para proporcionar a seu espectador um produto fino, ele fez um soft porn baseado em um poema (?). O resultado é uma obra insuportável inclusive para os fanáticos pelo cinema da Boca. Llorente fez um filme pensando que era o Júlio Bressane. Por isso mesmo, Maria...Sempre Maria é uma catástrofe.

Eu respeito os cineastas autodidatas e primitivos. Quando o cara faz cinema com poucos recursos, mas é popular, sem tentar se passar por intelectual é uma coisa. Esse é o cinema de gênios como Tony Vieira, Mojica, Alex Prado e Francisco Cavalcanti. O problema é quando o cara é popular e quer fazer algo refinado para as elites. O resultado são coisas horrendas como esse filme. A história gira em torno de uma mocinha vinda do interior, a Maria do título. Ela é inocente e pura (como 100% dos filmes nessa linha). Mas na "cidade grande", subitamente ela conhece "novos mundos" e a cidade acaba a consumindo. Maurice Capovilla fez "Bebel, Garota Propaganda" na mesma linha, mas 100 vezes superior a isso.

A maioria do filme são longas tomadas de boates paulistanas da década de 70. Esse talvez seja a única coisa válida do filme: é um registro de um momento histórico importante da cidade de São Paulo. De resto, pouca coisa se salva deste psico-porno-drama (??). A moça Rosana Martins, até que não é má atriz, mas acaba se perdendo como tudo na película. Na parte final, o grande ator Mauro Mendonça faz uma pequena participação especial bastante ridícula. Nada contra ele, sempre foi um grande astro da televisão e cinema nacional. Ele não tem culpa de ter participado de um produto como esse. Luiz Gonzaga dos Santos, que foi assistente de direção nessa fita, me disse que ele e o diretor Llorente tinham longas brigas e discussões no set. Dá pra entender o motivo. Para os amigos e fãs de cinema, eu realmente não recomendo este filme.
Cotação: *

Cotação brasileiros de F-1:
****- Nelson Piquet
***- José Carlos Pace- "Moco"
**- Pedro Paulo Diniz
*- Alex Dias Ribeiro

3 comentários:

Adilson Marcelino disse...

Meu caro, você me fez água na boca.
Sempre fui doido para assistir esse filme.
Abs

Anônimo disse...

Oi Adilson, é um filme interessante, embora fraco.
Matheus Trunk
www.violaosardinhaepao.blogspot.com

Anônimo disse...

ler todo o blog, muito bom