sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Carta a São Marcos

Ainda não estou acreditando e não sei o que falar. Marcão: seu nome está perpetuado no Palmeiras. Você não é só ídolo. Durante muitos anos, você representou o torcedor de arquibancada. Aquele que tomou chuva pra ver o time. Aquele que pegou ônibus lotado somente pra ver o clube. E muitas vezes ver elencos e jogadores que não merecem a bandeira do Palmeiras. Pois é Marcos, você foi tudo isso. E ainda foi São Marcos. Sua despedida merecia noite de gala no Palestra Itália. A primeira vez que ouvi falar em você foi em 96. Na época, eu comprava mensalmente a revista do Palmeiras do Márcio Trevisan e tínhamos um timaço. Não tinha nem idade pra freqüentar estádios, ficava mais no radinho de pilha. Na conquista do Paulista de 96, você substituiu o Veloso com galhardia e ainda defendeu alguns pênaltis.

Em 99, eu era o único palmeirense num acampamento da escola e quase apanhei de uma porrada de corintianos por comemorar o maior jogo que você fez na sua carreira. Gordinho e mirrado, eu era o único palestrino contra dezenas de corintianos. Daquela partida, me lembro da sensacional narração do José Silvério. Lembro também das descrições impressionantes dos seus pulos e saltos. Também me recordo que tive que correr muito numa quadra pra não tomar porrada da maioria dos corintianos. Estive presente em algumas partidas memoráveis suas. Várias das suas atuações foram marcantes, como a final de 99 e naquela vez que eliminamos o Sport na Libertadores de 2009. A sua calma foi fundamental para aquela decisão.

O Palmeiras nunca foi time de moda e sua passagem não teve tantos títulos. Mas você marcou as nossas vidas de uma maneira espetacular. Dedicação, humildade, sinceridade a flor da pele. É difícil definir você. Mas como definiu o jornalista Rodrigo Barneschi do blog Forza Palestra, a verdade é que você é o próprio Palmeiras.

Um comentário:

antonico disse...

O Palmeiras perde um grande goleiro mas ganha uma estrela que brilhará para sempre na história do clube.