quinta-feira, 7 de maio de 2009

As entrevistas preferidas do Matheus Trunk


Todo mundo que me acompanha sabe que meu hobby é fazer entrevistas. Gosto de ir atrás dos caras, decupar as coisas, tudo isso. Creio que o convívio com essas pessoas me influencia bastante (bem mais que a faculdade de jornalismo, por exemplo). Segue aí três listas. Uma de cinco caras que eu ainda quero entrevistar, outra dos cinco que mais gostei de ter entrevistado e a última de dez que infelizmente não vou conseguir entrevistar (as pessoas já morreram). Essa lista também serve pra gente saber que existem (e sempre existiram) grandes brasileiros, em todos os campos. Que, apesar de existirem mensaleiros, sanguessugas de passagens de avião, dólar na cueca...ainda existem grandes homens nesse país.


Cinco caras que eu ainda quero entrevistar (de qualquer maneira):


1)- Luiz Mendes

Gênio. Narrador esportivo em atividade desde os anos 40, amigo pessoal de Heleno de Freitas e de todas as cobras criadas. Espécie de Fiori Gigliotti carioca, nunca foi um cara regionalista. Sempre teve caráter e autenticidade. Suas narrações e comentários sempre foram feitos de maneira feliz.


2)- Roberto Silva

Grande sambista de velha guarda que se mantém na ativa. Voz impostada, com diversos grandes discos gravados. Figura humilde, infelizmente sempre aparece pouco nos meios de comunicação.


3)- Antônio Meliande

Pra mim, o maior diretor de fotografia da história do cinema brasileiro. Parceiro de Walter Hugo Khouri em diversos filmes. Carismático, bem-humorado e genial. Um dia vou pro Rio num ônibus somente para entrevistá-lo.


4)- Jorge Kajuru

Um cara muito polêmico e debochado. Não concordo com muitas coisas que ele fala. Mas mesmo assim, tenho que admitir que ele é um dos meus grandes ídolos. Muito sincero e verdadeiro. Me influencia há muito tempo.


5)- Serginho Chulapa

Admiro muito este cara. Talvez o que eu mais goste dessa lista. Primeiro pela figura, pela persona e pelo grande craque que foi. Depois, pela sinceridade em programas de mesa-redonda, nunca fazendo marketing de si próprio. Depois e mais importante (pra mim): por ajudar outros ex-atletas em situações bem piores que a dele.


Cinco caras que eu entrevistei (e tenho orgulho eterno disso):


1)- Luiz Gonzaga dos Santos

Meu grande mestre. Grande outsider da Boca de São Paulo, intelectual de periferia, personagem de contos de John Fante e João Antônio. Autor de uma obra-prima do nosso cinema. Grande escritor também. Pretendemos ainda fazer um grande projeto sobre este cara. Uma das pessoas que mais me influenciou.


2)- Kazinho

Sambista da velha guarda de São Paulo, malandro velho, eterno boêmio. Um cara que tem mais de 80 anos e você acha que ele tem 20, 25. Poeta, fez muitas coisas belíssimas pra Noite Ilustrada, Germano Mathias e outras cobras criadas.


3)- Cláudio Cunha

Uma das melhores que realizei para a Zingu!. Foram quase quatro horas de depoimento, pra sacramentar meu afastamento da publicação. Tem um caráter muito importante por tudo isso e pelo grande cara que o Cláudio é.


4)- Rubens da Silva Prado

Pra mim, o maior homem de cinema vivo no hemisfério Sul. Autodidata marginal, poeta caipira do cinema da Boca do Lixo. RSP pega a música de Goiá, Raul Torres, Tonico e Tinoco e transforma em cinema. Prova viva que o cinema brasileiro é injusto.


5)- Dino Sani

Entrevistei alguns ex-jogadores. Esse é um cara muito especial. Campeão do mundo, ídolo do São Paulo e do Milan. Um cara muito humilde, como a maioria dos vencedores são.


Dez caras que eu nunca vou conseguir entrevistar (infelizmente!):

Fiori Gigliotti

Mário de Souza Marques Filho (Noite Ilustrada)

Ody Fraga

Adelino Moreira

Nelson Gonçalves

Nelson Rodrigues

Hiroito Joanides

Jean Garrett

Cláudio Portioli

Jorge Mendonça

2 comentários:

André Setaro disse...

Excelente blog, Matheus! Parabéns! Apesar de não tocar violão, nem comer sardinha, gosto muito de pão e do cinema brasileiro que você tão bem estimula.

Didi Iashin disse...

Se eu tivesse o traquejo da entrevista, Serginho Chulapa era um cara que eu ADORARIA entrevistar. Dadá Maravilha também.
Outro que eu gostaria de ter um papo era o falecido Chicão, meia do São Paulo. Tenho na memória sua participação no jogo Brasil x Argentina, na Copa/78. Ele entrou rasgando os jogadores dos hermanos, que ficaram bem quietinhos na sua área de defesa ...