sexta-feira, 23 de outubro de 2015

AS MULHERES DO CAIS

Acompanhe agora uma autêntica estreia do cinema brasileiro. Deste trailer fazem parte Wanda Estefânia (atriz das tele-novelas Te Contei? da Rede Globo e Aritana da Rede Tupi); Selma Egrei (atriz dos filmes A Carne e Filhas do Fogo, entre outros) e a mulata maravilhosa Esmeralda de Barros, a que dispense maiores apresentações. As três, aqui, estão na pele dos personagens que vivem em



AS MULHERES DO CAIS

Escreve J. Santana
Fotos ACG

Terezinha, Lídia e Gina são três mulheres de histórias iguais: um dia, foram amadas e abandonadas. Mas elas são mulheres fortes. E ao invés de ficarem lamentando a sorte, chorando num canto da vida, aproveitaram a chance e foram para o cais mostrar seus corpos aos apetites dos homens. Elas animam a alma dos viajantes cansados e dos malandros insinuantes que vivem no escuro dos becos do porto, revelando seus segredos em lânguidos e sensuais “strip-teases” num cabaré mal iluminado. Elas gostam dos homens chorando a maresia e já foram de todos os marinheiros. É verdade que elas sonham com dias melhores que custam chegar. Enquanto isso, elas ganham a vida amando os homens que pagam por isso. Terezinha, Lídia e Gina, três destinos afogados numa pensão da vida. Ao redor delas, gravita um enxame de outras vidas: gigolôs, homossexuais, proxenetas, policiais, vagabundos, a dona da pensão e poetas sonhadores e eternamente duros. Até o entregador de gás. Elas são As Mulheres do Cais. Para o que der e vier. Essa história pode não ser verdadeira, mas é real no filme que José Miziara dirigiu, uma co-produção Empresa Cinematográfica Haway e Gare Filmes, e que breve estará em nossos cinemas. Wanda Estefânia é Terezinha, Esmeralda Barros é Lídia e Selma Egrei é Gina. Nas próximas páginas, as três mostram, em primeira mão para os leitores de HOMEM os seus personagens de As Mulheres do Cais.

Publicado originalmente na revista Homem número 6 ano 1 em fevereiro de 1979

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