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quinta-feira, 27 de dezembro de 2018

Entrevista com Alê Rodrigues, diretor do episódio “Andanças” do filme “Amigos Filmam Amigos”


O cineasta Alê Rodrigues ficou responsável pelo episódio Andanças sobre o ator e diretor de efeitos especiais José Lopes, o Índio. Ele conversou com exclusividade com o VSP.

Como surgiu a ideia de você dirigir um curta sobre o Índio? 

Sou amigo do Índio há muitos anos e sempre gostei de ouvir seus casos, sobre os filmes que trabalhou, sobre sua vida. Quando fui convidado pelo Memorial do Cinema Paulista para dirigir um filme sobre algum amigo que trabalhou com cinema na Boca. Eu apresentei dois nomes e o nome do Índio foi o aprovado e fiquei muito feliz porque tenho um carinho muito grande por ele.

Quais foram as maiores dificuldades? 

O Índio estava se recuperando de alguns momentos delicados de sua vida que são retratados no filme: sua doença e a perda da esposa. Mas como eu não queria ir para um lado triste ou sensacionalista, a maior dificuldade foi tratar esses assuntos de uma forma clara e dar um tom de esperança. Outra dificuldade foi condensar em pouco mais de 20 minutos uma conversa de mais de duas horas.

Na sua opinião, qual a importância de José Lopes, o Índio para o cinema da Boca e pro cinema brasileiro? 

O Índio é uma figura impar no cinema brasileiro, é um grande ator e um técnico muito atuante. A história de vida dele é um exemplo de dedicação e de inspiração por um cinema mais humano.


Quais são seus próximos projetos no audiovisual?

Atualmente, estou montando o documentário de longa-metragem Era Uma Vez o Cinema. Essa produção retrata a memória afetiva das pessoas em relação ás salas de cinema de rua. Estou a muitos nos empenhado em fazer esse trabalho. Devo começar em paralelo um documentário sobre um grande montador de cinema e estou finalizando o primeiro tratamento do roteiro de meu primeiro filme de longa metragem de ficção. 


quinta-feira, 13 de dezembro de 2018

Documentário independente deve estrear em 2019

O documentário de longa-metragem Amigos Filmam Amigos conta a trajetória de cinco personagens da Boca paulistana. O filme foi produzido pelo Memorial do Cinema Paulista e teve uma pré-estreia em São Paulo no último dia 1º de dezembro. Realizado sem qualquer verba governamental, a produção espera estrear no circuito comercial em 2019. “Estamos conseguindo fazer a sétima arte na raça. Devemos procurar cineclubes ou salas que se interessam por um conteúdo nacional. Não será o grande circuito”, informa o cineasta Diomédio Piskator, presidente do Memorial. O diretor Alê Rodrigues estima que a produção chegue a passar em alguns festivais em mostras paralelas e exibições especiais em outros estados. “Esse filme tem um caráter documental e educativo. Não foi feito para ganhar dinheiro. Meu episódio é sobre o ator José Lopes, o Índio, que deve ter participado de uns 80 longas-metragens e continua desconhecido do grande público". Já o realizador Ricardo Corsetti destaca as dificuldades econômicas e profissionais para fazer seu episódio. “Estamos fazendo o verdadeiro cinema independente na sua essência”. O VSP irá publicar nas próximas semanas entrevistas exclusivas com os diretores do longa-metragem.

domingo, 2 de dezembro de 2018

Início de "Amigos Filmam Amigos"

Início do longa-metragem Amigos Filmam Amigos (2018) de Diomédio Piskator, Gabriel Carneiro, Alê Rodrigues e Ricardo Corsetti. Produção do Memorial do Cinema Paulista.

quarta-feira, 28 de novembro de 2018

É sábado (dia 1): imperdível


Pré-estreia do longa-metragem Amigos Filmam Amigos no próximo sábado (dia 1/12) ás 15h no Cinearte Petrobrás (avenida Paulista, 2073). Produção do Memorial do Cinema Paulista.

O longa-metragem é composto pelos episódios Esboçando Miziara de Gabriel Carneiro (sobre o cineasta José Miziara), Andanças- José Lopes Índio Conta Sua História (sobre o ator e diretor de efeitos especiais José Lopes, o Índio) de Alê Rodrigues, Cine Ciambra (sobre o cineasta e diretor de fotografia Tony Ciambra) de Diomédio Piskator, De Olho na Boca com Virgílio Roveda (sobre o diretor de fotografia Virgílio Roveda, o Gaúcho) de Ricardo Alexandre Corsetti e Imaginavelsatã  (sobre o ator Satã) de Diomédio Piskator.


sábado, 10 de novembro de 2018

Documentário conta a história de veteranos da Boca do Lixo


O documentário de longa-metragem Amigos Filmam Amigos não deve ter grande repercussão no meio cinematográfico brasileiro. Nem deve ser a aposta certa dos festivais nacionais para 2019. Mas o filme tem um caráter nostálgico e saudosista: a obra aborda a trajetória profissional de cinco diferentes profissionais do cinema da Boca do Lixo. “Nossa ideia era fortalecer o Memorial do Cinema Paulista e manter aquele pessoal da velha guarda ativo. São cinco veteranos contando suas histórias”, explica Diomédio Piskator, idealizador do projeto e diretor de dois episódios do filme.

Amigos Filmam Amigos é dividido em cinco episódios, sendo cada um sobre um diferente personagem do cinema paulista. O cineasta José Miziara, o ator e diretor de efeitos especiais José Lopes, o Índio, o diretor de fotografia Virgílio Roveda (Gaúcho), o ator Satã e o cineasta Tony Ciambra são os homenageados do longa-metragem. “São pessoas que contribuíram de alguma maneira para uma verdadeira indústria de cinema da rua do Triunfo. São cineastas, atores e técnicos que participaram daquele momento efervescente do cinema paulistano. Fizemos tudo isso na raça sem qualquer incentivo governamental”, diz Diomédio, com certo orgulho.
 

O filme não tem previsão para entrar no circuito comercial. Mas a obra vai ter uma pré-estreia pública no primeiro sábado de dezembro (dia 1) às 15h no Cinearte Petrobrás (avenida Paulista, 2.073), em São Paulo. “Estamos estudando possibilidades de exibição comercial porque queremos chegar ao grande público de qualquer maneira”, atesta Piskator.

O longa-metragem é composto pelos episódios Esboçando Miziara de Gabriel Carneiro, Andanças- José Lopes Índio Conta Sua História de Alê Rodrigues, Cine Ciambra de Diomédio Piskator, De Olho na Boca com Virgílio Roveda de Ricardo Alexandre Corsetti e Imaginavelsatã de Diomédio Piskator. “Temos mais projetos para 2019. Nossa expectativa é produzir novas produções utilizando o pessoal antigo, mas sempre de maneira independente sem qualquer financiamento público”, finaliza Piskator.