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segunda-feira, 28 de agosto de 2017

Gaúcho 72: Renato Grecchi

Educado, fino e muito simpático. Quem conheceu aquele magricelo de óculos fundo de garrafa não se esquece dele. Renato Grecchi, o Renatinho, fez fama na Boca paulistana. Diretor de produção, o afável rapaz era responsável por chefiar produções de diversos longas-metragens. Recrutava a maioria dos técnicos prometendo muitas coisas. Nem sempre suas promessas viravam realidade. Mesmo assim, é difícil achar alguém que não tenha admiração por sua figura doce e malandra. “A melhor forma de defini-lo é dizendo que o Renatinho era um diplomata. Um verdadeiro diplomata”, recorda Gaúcho rindo. Quando a Boca terminou seu ciclo como ponto de movimentação do meio cinematográfico, Grecchi passou a administrar uma sala de cinema pornô no centro da cidade. O diretor de produção faleceu pouco tempo depois. 

segunda-feira, 21 de agosto de 2017

Gaúcho 72: trombadinhas e trombadões

A área central de São Paulo, na região da Boca do Lixo foi o campo de trabalho de Roveda entre o final da década de 1960 até 2002, quando ele fechou o escritório no quadrilátero. Durante todo período, Gaúcho conheceu diversas personalidades da marginalidade paulistana que frequentavam o local. Existia uma espécie de pacto entre o pessoal do cinema e a malandragem do ambiente. O técnico relembra quando um ladrão roubou a carteira de um exibidor. Quando o ladrãozinho levou o roubo para seus superiores, tomou uma tremenda bronca. E ainda teve de devolver a carteira do exibidor. “Eles não mexiam com o pessoal do cinema. Eu nunca tive problema lá durante todos os anos que fiquei ali”.  

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Gaúcho 72: Paschoalim

Armando Paschoalim foi um ator de destaque no cinema paulistano entre as décadas de 1960 e 1970.  Com barbas brancas e ar de perdido, o veterano sempre era convidado para papéis secundários. Quando jovem, o grande sonho de Paschoalim era ser galã do cinema americano. Mandou inúmeras cartas para produtoras como a Fox, Paramount, Warner e Columbia. Nunca foi chamado. Virou ator somente aos 62 anos e trabalhou com Gaúcho em inúmeros longas-metragens. “Ele foi um grande companheiro. Trabalhamos juntos várias vezes. Mas guardo muitas lembranças do Paschoalim no filme O Menino da Porteira em que ele foi meu assistente de produção. Ele ficava encarregado de levar o café e o suco de laranja pra todos na filmagem”. 

segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Gaúcho 72: Helena Ramos

Gaúcho trabalhou como assistente de direção em As Cangaceiras Eróticas (1974) de Roberto Mauro. Foi um dos filmes com com a produção mais conturbada em que Roveda atuou. O elenco feminino muitas vezes causava situações complicadas para o pessoal da produção. O técnico nascido em Vacaria foi uma pessoa empenhada para que o trabalho saísse da melhor maneira possível. Daquelas sete cangaceiras poucas conseguiram destaque depois desse trabalho. “Tinha uma atriz que era muito calada e ficava na dela. Por isso, muitos acharam que ela só iria fazer aquele filme. Sabe quem era? A Helena Ramos que logo depois se tornaria uma das grandes musas da Boca do Lixo”. Famosa pela dedicação a carreira, Helena se tornaria um dos maiores símbolos do cinema da rua do Triunfo.  

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Gaúcho 72 no VSP

São mais de cinco décadas dedicadas ao cinema brasileiro. O diretor de fotografia Virgílio Roveda, o Gaúcho (Vacaria, RS, 02/08/1945-) trabalhou na realização de mais de 60 longas-metragens nacionais. São muitas as histórias e episódios que o técnico sulista colecionou em sua trajetória. Em agosto de 2017, Gaúcho completa 72 anos e lembra com exclusividade alguns fatos para o VSP. Toda segunda-feira uma história sobre o cinema paulistano dos bons tempos.