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quarta-feira, 13 de julho de 2016
domingo, 27 de dezembro de 2015
Memórias da Boca: quarta semana em cartaz
O longa-metragem Memórias da Boca vai para a quarta
semana em cartaz no Belas Artes. Valorize o cinema de guerrilha e a cultura do
nosso país. Assista o filme.
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Memórias da Boca
segunda-feira, 21 de dezembro de 2015
Memórias da Boca segue em cartaz
Memórias
da Boca está na terceira semana em cartaz no Belas Artes. Um feito impressionante para um longa-metragem realizado sem verbas oficiais. Isso é símbolo
da garra e do trabalho de diversas pessoas. Amigo leitor, pare de perder tempo: assista logo Memórias. Recomendamos
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sexta-feira, 11 de dezembro de 2015
Memórias da Boca em cartaz
O longa-metragem Memórias da Boca segue em cartaz no Cine
Belas Artes (rua da Consolação, 2423) em um horário diário. É a oportunidade de
conferir esse filme de perto.
quarta-feira, 9 de dezembro de 2015
segunda-feira, 7 de dezembro de 2015
Um manifesto de amor ao cinema
O longa-metragem Memórias
da Boca não será um sucesso
retumbante de público. Nem irá ser exibido no grande circuito de shopping
centers. Nem deve ser a opção mais certa dos festivais de cinema. Mas o filme
tem tudo para entrar para a história, inclusive porque é história: entre
atores, diretores e técnicos, a produção reúne veteranos que ajudaram a
construir o cinema brasileiro.
Memórias é composto por oito episódios que misturam
ficção e documentário evocando a rua do Triunfo, polo da produção
cinematográfica entre os anos 1960 e 1980. "Nossa ideia foi fazer algo que
mantivesse o pessoal da antiga ativo e levasse uma mensagem", resume o
cineasta Diomedio Piskator, presidente do Instituto Ozualdo Candeias, entidade que reúne remanescentes da Boca do Lixo paulista. A organização bancou a produção sem
qualquer ajuda governamental. "Não entramos em concurso nenhum. É um filme
completamente independente."
Piskator e seus companheiros tiveram uma
empreitada complicada. Memórias começou
a ser filmado em 2012 e só ficou pronto três anos depois. Muitos nomes de destaque
da Boca acabaram morrendo durante a realização do longa-metragem. Isso
aconteceu com realizadores como Carlos Reichenbach, Francisco Cavalcanti, Luiz Castillini e Pio Zamuner. Todos são homenageados no início do filme. "Alguns
deles iriam participar do Memórias", conta.
O longa-metragem
estreia na próxima semana (na quinta, dia 10), no Caixa Belas Artes, em São
Paulo. A ideia é levar o filme para espaços alternativos, cineclubes e
institutos culturais Brasil afora. "Queremos divulgar o filme para o maior
número de pessoas. Sem nenhum tipo de preconceito", revela Diomedio.
São seis episódios do
gênero documentário. Os destaques ficam para Bangue-bangue, de Valdir Baptista, filme que evoca os faroestes
rodados na Rua do Triunfo, e Autofilmagem, direção mais recente do cineasta José Mojica Marins, o Zé do
Caixão. Entre os episódios de ficção, os destaques ficam
para Amigas para Sempre,
divertida comédia do veterano Alfredo Sternheim, e Mil Cinemas, do
próprio Diomedio. "É um curta metalinguístico com linguagem fragmentada.
Esse foi o motivo de tudo ter sido filmado em preto e branco."
O Instituto Ozualdo Candeias possui
diversos projetos para o futuro, como Quadrilátero do Pecado (episódios de ficção que se passam no
bairro da Luz) e São Paulo Zero 15(longa de episódios com
diretores de diversas gerações sobre a capital paulista). Tudo feito de maneira
independente. "Estamos dando a chance de os antigos trabalharem e também
dando a chance para surgirem novos", explica Diomedio. "Acredito que o
Memórias seja uma espécie
de manifesto de amor ao cinema."
terça-feira, 17 de novembro de 2015
Memórias da Boca estreia dia 10/12
O longa-metragem Memórias da Boca estreia no dia 10 de
dezembro no Caixa Belas Artes (rua da Consolação, 2423). O filme é composto por
oito episódios que misturam ficção e documentário evocando o polo
cinematográfico de São Paulo entre os anos 1960 e 1980. Seguem as descrições dos episódios que compõe
o filme de 84 minutos:
Amigas para Sempre –
comédia de Alfredo Sternheim com Elisabeth Hartmann e Neide Ribeiro. Elas
interpretam duas atrizes do cinema da Boca que se encontra em um café. A
conversa, inicialmente fraterna em meios às lembranças, descamba para uma
intensa discussão.
Passagem de Tempo –
documentário de Mário Vaz Filho. O diretor narra o surgimento da Embrapi,
produtora independente formada por dez cineastas da Boca para ser uma
alternativa às empresas tradicionais. Homenageia aos falecidos Ody Fraga, Jean
Garrett, Antonio Moreiras e Cláudio Portioli.
Bangue-bangue – de
Valdir Baptista. Com Walter Wanny e José Índio Lopes. Diálogo nostálgico e
brincalhão entre dois técnicos e atores faz evocação da feitura dos westerns no
Cinema da Boca. Cenas de filmes e depoimento do crítico Rodrigo Pereira e Mário
Vaz Filho.
Entrando pelo Cano –
comédia de Tony D´Ciambra, com Amanda Banffy, Eduardo Silva, Gilda
Vandenbrande, Zé da Ilha. Um encanador, por engano, vai parar em um prostíbulo
da Boca do Lixo onde uma atendente o trata como cliente agendado para condutas
bizarras.
Triumpho 134 – Os Cineclubes na Boca do Lixo - de Diogo Gomes dos Santos. Com imagens da época e depoimentos de Alain
Fresnot, André Gatti, entre outros, o filme resgata a importância do movimento
cineclubista no local e na época da Ditadura Militar.
Experiência Macabra –
de Clery Cunha. Com cenas de Joelma, 23º
andar, que dirigiu em 1980, o cineasta Cunha lembra um fato cômico envolvendo o ator Carlos Marques durante as
filmagens em um depósito funerário.
Autofilmagem – de José Mojica Marins. Um
passeio atual com José Mojica Marins pela rua do Triunfo. Ele discorre sobre a importância e a
versatilidade do cinema da Boca, lembra também a solidariedade que existia e
que ajudou a viabilizar vários projetos de muitos cineastas.
Mil
Cinemas – de
Diomédio Piskator. Com Débora Muniz, Mel Lisboa, Carla Gobbi, Beto Magnani,
Osvaldo Gonçalves, Juan Carlos Alarcón, Wilson Sampson e outros.
Metalinguístico, encena em linguagem fragmentada e com humor, os bastidores de
uma filmagem atual na Boca do Lixo.
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