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domingo, 27 de dezembro de 2015

Memórias da Boca: quarta semana em cartaz


O longa-metragem Memórias da Boca vai para a quarta semana em cartaz no Belas Artes. Valorize o cinema de guerrilha e a cultura do nosso país. Assista o filme.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

Memórias da Boca segue em cartaz

Memórias da Boca está na terceira semana em cartaz no Belas Artes. Um feito impressionante para um longa-metragem realizado sem verbas oficiais. Isso é símbolo da garra e do trabalho de diversas pessoas. Amigo leitor, pare de perder tempo: assista logo Memórias. Recomendamos

sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Memórias da Boca em cartaz

O longa-metragem Memórias da Boca segue em cartaz no Cine Belas Artes (rua da Consolação, 2423) em um horário diário. É a oportunidade de conferir esse filme de perto.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Um manifesto de amor ao cinema

O longa-metragem Memórias da Boca não será um sucesso retumbante de público. Nem irá ser exibido no grande circuito de shopping centers. Nem deve ser a opção mais certa dos festivais de cinema. Mas o filme tem tudo para entrar para a história, inclusive porque é história: entre atores, diretores e técnicos, a produção reúne veteranos que ajudaram a construir o cinema brasileiro.

Memórias é composto por oito episódios que misturam ficção e documentário evocando a rua do Triunfo, polo da produção cinematográfica entre os anos 1960 e 1980. "Nossa ideia foi fazer algo que mantivesse o pessoal da antiga ativo e levasse uma mensagem", resume o cineasta Diomedio Piskator, presidente do Instituto Ozualdo Candeias, entidade que reúne remanescentes da Boca do Lixo paulista. A organização bancou a produção sem qualquer ajuda governamental. "Não entramos em concurso nenhum. É um filme completamente independente."

Piskator e seus companheiros tiveram uma empreitada complicada. Memórias começou a ser filmado em 2012 e só ficou pronto três anos depois. Muitos nomes de destaque da Boca acabaram morrendo durante a realização do longa-metragem. Isso aconteceu com realizadores como Carlos Reichenbach, Francisco Cavalcanti, Luiz Castillini e Pio Zamuner. Todos são homenageados no início do filme. "Alguns deles iriam participar do Memórias", conta.

O longa-metragem estreia na próxima semana (na quinta, dia 10), no Caixa Belas Artes, em São Paulo. A ideia é levar o filme para espaços alternativos, cineclubes e institutos culturais Brasil afora. "Queremos divulgar o filme para o maior número de pessoas. Sem nenhum tipo de preconceito", revela Diomedio.

São seis episódios do gênero documentário. Os destaques ficam para Bangue-bangue, de Valdir Baptista, filme que evoca os faroestes rodados na Rua do Triunfo, e Autofilmagem, direção mais recente do cineasta José Mojica Marins, o Zé do Caixão. Entre os episódios de ficção, os destaques ficam para Amigas para Sempre, divertida comédia do veterano Alfredo Sternheim, e Mil Cinemas, do próprio Diomedio. "É um curta metalinguístico com linguagem fragmentada. Esse foi o motivo de tudo ter sido filmado em preto e branco."


O Instituto Ozualdo Candeias possui diversos projetos para o futuro, como Quadrilátero do Pecado (episódios de ficção que se passam no bairro da Luz) e São Paulo Zero 15(longa de episódios com diretores de diversas gerações sobre a capital paulista). Tudo feito de maneira independente. "Estamos dando a chance de os antigos trabalharem e também dando a chance para surgirem novos", explica Diomedio. "Acredito que o Memórias seja uma espécie de manifesto de amor ao cinema."

terça-feira, 17 de novembro de 2015

Memórias da Boca estreia dia 10/12

O longa-metragem Memórias da Boca estreia no dia 10 de dezembro no Caixa Belas Artes (rua da Consolação, 2423). O filme é composto por oito episódios que misturam ficção e documentário evocando o polo cinematográfico de São Paulo entre os anos 1960 e 1980.  Seguem as descrições dos episódios que compõe o filme de 84 minutos:

Amigas para Sempre – comédia de Alfredo Sternheim com Elisabeth Hartmann e Neide Ribeiro. Elas interpretam duas atrizes do cinema da Boca que se encontra em um café. A conversa, inicialmente fraterna em meios às lembranças, descamba para uma intensa discussão.
Passagem de Tempo – documentário de Mário Vaz Filho. O diretor narra o surgimento da Embrapi, produtora independente formada por dez cineastas da Boca para ser uma alternativa às empresas tradicionais. Homenageia aos falecidos Ody Fraga, Jean Garrett, Antonio Moreiras e Cláudio Portioli. 
Bangue-bangue – de Valdir Baptista. Com Walter Wanny e José Índio Lopes. Diálogo nostálgico e brincalhão entre dois técnicos e atores faz evocação da feitura dos westerns no Cinema da Boca. Cenas de filmes e depoimento do crítico Rodrigo Pereira e Mário Vaz Filho.
Entrando pelo Cano – comédia de Tony D´Ciambra, com Amanda Banffy, Eduardo Silva, Gilda Vandenbrande, Zé da Ilha. Um encanador, por engano, vai parar em um prostíbulo da Boca do Lixo onde uma atendente o trata como cliente agendado para condutas bizarras.
Triumpho 134 – Os Cineclubes na Boca do Lixo - de Diogo Gomes dos Santos. Com imagens da época e depoimentos de Alain Fresnot, André Gatti, entre outros, o filme resgata a importância do movimento cineclubista no local e na época da Ditadura Militar.
Experiência Macabra – de Clery Cunha. Com cenas de Joelma, 23º andar, que dirigiu em 1980, o cineasta Cunha lembra um fato cômico envolvendo o ator Carlos Marques durante as filmagens em um depósito funerário.

Autofilmagem – de José Mojica Marins. Um passeio atual com José Mojica Marins pela rua do Triunfo.  Ele discorre sobre a importância e a versatilidade do cinema da Boca, lembra também a solidariedade que existia e que ajudou a viabilizar vários projetos de muitos cineastas.

Mil Cinemas – de Diomédio Piskator. Com Débora Muniz, Mel Lisboa, Carla Gobbi, Beto Magnani, Osvaldo Gonçalves, Juan Carlos Alarcón, Wilson Sampson e outros. Metalinguístico, encena em linguagem fragmentada e com humor, os bastidores de uma filmagem atual na Boca do Lixo.