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segunda-feira, 27 de agosto de 2018

Gaúcho 73: Terno e gravata


Em 1967, Gaúcho e outros fiscais foram levados ao Rio de Janeiro por ordem do produtor Nelson Teixeira Mendes. A tarefa de Roveda e seus amigos era fiscalizar as bilheterias do longa-metragem Á Meia Noite Levarei a Sua Alma. Os jovens tiveram um problema quando foram fiscalizar uma sala do bairro de Botafogo, zona sul carioca. O gerente exigiu que todos usassem terno e gravata para iniciarem seus trabalhos. “Podia ser uma gravata sem vergonha, uma camisa amassada, aquele terninho seboso. Não importa. O homem mandava e nós tínhamos que obedecer”. Gaúcho acabou comprando as roupas formais numa loja localizada ao lado do cinema. “Só amando muito o cinema brasileiro a gente usa terno e gravata naquele calor do Rio”.

domingo, 2 de junho de 2013

Filmes perdidos da Boca: A Herdeira Rebelde (1972)


Produtor dos menos queridos da Boca, Nelson Teixeira Mendes não se preocupava muito com o bem estar de seus colaboradores. Com vontade de ampliar seu espaço na área cinematográfica, Mendes acabou assinando a direção de alguns longas-metragens. Acabou incentivando o início do grupo Os Trapalhões (Deu a Louca no Cangaço que co-dirigiu com Fauzi Mansur) e realizou um drama religioso que sumiu do mapa (As Duas Lágrimas de Nossa Senhora Aparecida).

Em 1972, o produtor realizou outro dramalhão: A Herdeira Rebelde, sobre uma modelo internacional que herda um orfanato. Protagonizado pela musa Marlene França, o filme foi um dos únicos títulos da rua do Triunfo indicado para as crianças assistirem. Foi a última fita dirigida por Nelson Teixeira Mendes.     

sábado, 1 de junho de 2013

Filmes perdidos da Boca: Sexo e Sangue na Trilha do Tesouro (1972)



Poucos diretores brasileiros trabalharam em tantos gêneros cinematográficos como José Mojica Marins. Ação, comédia, faroeste, pornô, suspense, terror. Todos esses gêneros foram abordados pelo realizador que criou o personagem Zé do Caixão. Em 1972, o diretor aceitou fazer outro projeto de terceiros. Estamos falando de Sexo e Sangue na Trilha do Tesouro, longa-metragem bancado pelo produtor Nelson Teixeira Mendes.

O roteiro parece tirado de filmes B norte-americanos: uma expedição em busca de pedras preciosas na floresta Amazônica. Alguns irão trair outros por causa do tesouro. Só que a verba para a produção era curta. Como o Amazonas ficava muito longe, Teixeira Mendes mandou Mojica filmar o rio Tietê e sobras de outro filme que tinha produzido. Apesar do lado aventureiro, Sexo e Sangue também tinha cenas eróticas, dialogando com a pornochanchada. Essa espécie de pornô-ação ou pornô-tesouro é artigo raro.