Início do pornô
brasileiro. Os filmes faziam um sucesso danado entre o público mais humilde.
Nesse ambiente, o cineasta Mário Vaz Filho percebe que precisa realizar um
longa-metragem no formato. Depois de Coisas
Eróticas e A Fome de Sexo, os
exibidores só queriam filmes nesse gênero. A comédia erótica estava com os dias
contados.
Marinho reuniu alguns colaborador fiéis como Cláudio Portioli (diretor de
fotografia) e Concórdio Matarazzo (assistente de câmera). Para o elenco chamou Aryadne
de Lima e Oássis Minitti. A trama sobre liberais liberais foi realizada em
Ubatuba, litoral norte de São Paulo. Era o auge da primeira geração do XXX
tupiniquim. O resultado não poderia ser diferente: o filme entrou no Cine
Windsor e fez um sucesso danado. O humor corrosivo dos roteiros de Mário Vaz se
tornaria marca registrada da primeira geração do pornô nacional. Marinho foi um
dos melhores assistentes de direção da rua do Triunfo. Foi colaborador de realizadores como Jean Garrett e Ody Fraga. Infelizmente, Marinho não teve tempo para se
tornar um dos bons diretores da Boca. Grande parte de sua obra ficou restrita
ao pornô.
