
A mídia é muito gozada. Com a mesma capacidade que ela tem de endeusar algumas fíguras públicas, ela pode jogar outras para uma sibéria glacial. Vejam o caso recente do cantor Michael Jackson. De uma hora pra outra, de inimigo público número um ele passou pra deus, mito, tudo isso. Não sou admirador do trabalho dele, mas também não tenho nada contra o chamado "rei do pop".
Só estou espantando com as atitudes da imprensa brasileira. O cara era execrado por todo lado, mas quando morreu tornou-se referência, ídolo. Não tão famoso quanto Jackson foi Antônio José dos Santos, o ex-meia Toninho Vanusa (1956-2009), que faleceu no mesmo dia que o cantor norte-americano. O jogador chegou ao Palmeiras em maio de 1974, com apenas dezoito anos. Participou das conquistas do Paulistão de 74 e do Troféu Ramon de Carranza no ano seguinte. Segundo seus contemporâneos, sua maior habilidade era em armar jogadas. Era um atleta de brio e defendeu a camisa alviverde em 72 jogos.
Foi negociado com o Náutico de Recife. Defendeu ainda nessa época Goiás e Vasco. Retornou ao Palmeiras em 78, fazendo parte daquele time que foi vice-campeão brasileiro, perdendo na final para o Guarani de Careca e companhia. Depois, perambulou por times menores como Juventus, Taubaté, CSA, Saltense, Uberaba.
O ex-meia morava em São Paulo. Morreu de uma parada cardiorespiratória com apenas 52 anos. A vida também é gozada. Minha tese de conclusão de curso na faculdade é sobre a Copa São Paulo de Futebol Júnior. Vanusa era um dos nomes que eu estava correndo atrás para realizar uma entrevista. Vanusa foi revelado pelo Nacional da Comendador Souza na copinha em 1972, pouco antes de se transferir para o Palmeiras. Naquele ano, o Nacional foi campeão do torneio. Na final, o time paulistano venceu o Internacional de Porto Alegre por 2 a 1. O Inter tinha um time com dois craques que depois se tornariam bem mais famosos que Vanusa: Valdomiro e Falcão. Coisas do futebol.
Só estou espantando com as atitudes da imprensa brasileira. O cara era execrado por todo lado, mas quando morreu tornou-se referência, ídolo. Não tão famoso quanto Jackson foi Antônio José dos Santos, o ex-meia Toninho Vanusa (1956-2009), que faleceu no mesmo dia que o cantor norte-americano. O jogador chegou ao Palmeiras em maio de 1974, com apenas dezoito anos. Participou das conquistas do Paulistão de 74 e do Troféu Ramon de Carranza no ano seguinte. Segundo seus contemporâneos, sua maior habilidade era em armar jogadas. Era um atleta de brio e defendeu a camisa alviverde em 72 jogos.
Foi negociado com o Náutico de Recife. Defendeu ainda nessa época Goiás e Vasco. Retornou ao Palmeiras em 78, fazendo parte daquele time que foi vice-campeão brasileiro, perdendo na final para o Guarani de Careca e companhia. Depois, perambulou por times menores como Juventus, Taubaté, CSA, Saltense, Uberaba.
O ex-meia morava em São Paulo. Morreu de uma parada cardiorespiratória com apenas 52 anos. A vida também é gozada. Minha tese de conclusão de curso na faculdade é sobre a Copa São Paulo de Futebol Júnior. Vanusa era um dos nomes que eu estava correndo atrás para realizar uma entrevista. Vanusa foi revelado pelo Nacional da Comendador Souza na copinha em 1972, pouco antes de se transferir para o Palmeiras. Naquele ano, o Nacional foi campeão do torneio. Na final, o time paulistano venceu o Internacional de Porto Alegre por 2 a 1. O Inter tinha um time com dois craques que depois se tornariam bem mais famosos que Vanusa: Valdomiro e Falcão. Coisas do futebol.