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sábado, 4 de março de 2017

A ILHA DO DESEJO no Estadão

A ILHA DO DESEJO, Paraíso do Sexo – Nacional (São Paulo), 7 de junho de 1975, 90 minutos, Produção, distribuição: DaCar, Produtores: David Cardoso, Guilherme Mellão, José Ermínio de Morais Filho. Direção, roteiro, argumento: Jean Garrett. Fotografia, câmera: Wellington Trindade de Oliveira. Música: Ronaldo Lark. Montagem: Walter Vanni. Em Eastmancolor. Elenco: David Cardoso, Márcia Real, Fátima Antunes, Zaíra Bueno, Sonia Garcia, Helena Ramos, Marizeth Baumgarten, Cila Monteiro, Zaíra Cavalcanti, Miro Carvalho, Kazuachi Hemmi, José Jorge, Lino Peracchi, Cavagnole Neto, Luiz Vargas, Lino Braga, Waldyr Siebert, Alvino Corrêa, Wilson Letieri, Adolfo Hoizer, Ronaldo Lark, Vera Lúcia, Rodrigues Primo, Moacyr de Oliveira- Desde ontem, no Cine Liberty e, amanhã, também Marabá.

Por Carlos Motta

Estreia na direção do assistente, fotógrafo de cena e comparsa Jean Garrett que aqui demonstra algumas intenções de imagem bem composta e tratada. A história diz respeito a um boa vida (o astro-produtor David Cardoso) de São Paulo, cujo passatempo é levar lindas garotas recrutadas em boates para uma ilha distante do litoral, de propriedade de uma “madame”, que ali vive seu filho anormal, um piloto negro da lancha, uma empregada e um guarda costas japonês. A função das moças é ter encontros com figurões do mundo social. Mas uma jovem aparece morta e as demais são impedidas de sair da ilha, ficando à mercê da Madame e do misterioso assassino.


Publicado originalmente no “O Estado de São Paulo”, São Paulo, 8 de junho de 1975.

sábado, 9 de abril de 2016

Raffaele Rossi no O Estado de São Paulo



O HOMEM LOBO- Nacional (São Paulo), 5 de outubro de 1971. Produção: Pinheiros Filmes Produtora e Distribuidora Cinematográfica. Distribuição: Marte Filmes. Direção, roteiro, argumento: Raffaele Rossi. Fotografia: Antonio Bonacin Thomé. Música: Gabriel Migliori. Montagem: Raffaele Rossi e Jovita Pereira Dias. Elenco: Raffaele Rossi, Cláudia Carina, Lino Braga, Lino Braga, Juliana Pitelini, Tony Cardi, Osmano Cardoso. De 7 a 9 de maio passado no Cine Osasco.

Produção bastante modesta ou semi-amadorística devida ao mesmo Raffaele Rossi de “Travessuras de Pedro Malazartes”. Ele próprio faz o papel-central o de um homem – adotado em criança por um casal que se transforma em lobisomem. O pai trata de ocultar o fato até o momento em que ele mesmo resolve sair em busca do monstro para liquida-lo. A fita obteve do INC de número 46 em 18 de maio de 1971. Em agosto do mesmo ano foi lançada num cinema de Capivari. E durante três dias – 7 a 9 de maio deste ano – apenas esteve em cartaz no Cine Osasco, em programa duplo.
Publicado originalmente em O Estado de São Paulo em 28 de julho de 1974


BONECA COBIÇADA- Nacional (São Paulo), 2 de fevereiro de 1981. Produção: Panther´s (?). Cine Som Ltda. Distribuição: Cinematográfica Rossi. Produtor, diretor: Raffaele Rossi. Fotografia: Salvador do Amaral. Montagem: Walmir Dias. Música: Augustinho Zaccaro. Em Eastmancolor. Elenco: Aldine Müller, Francisco di Franco, Renata Candu, Fausto Rocha, Felipe Levy, Marcelo Coutinho, Darli Pereira e Antonio Fonzar. Amanhã nos cines Ouro e Del Rey.
Nacional que andou tendo um bom tempo de problemas com a censura e foi agora liberado com o selo “Pornográfico”. Valorizado pela simpatia e espontaneidade de Aldine Müller, é, ao que suspeita um colega, uma espécie de refilmagem disfarçada do filme mexicano com Emilia Ghiu, “Pecadora”, o maior êxito paulistano de exibição na temporada de 1949.
Publicado originalmente em O Estado de São Paulo em 1 de fevereiro de 1981


Filmes na TV por Carlos Motta
23h
Canal 7- SEDUZIDAS PELO DEMÔNIO- Brasil, (SP), 1976. Direção: Raffaele Rossi. Com Roberto César, Cassiano Ricardo, Shirley Stech, José Mesquita, Ivete Bonfá, Lourênia Machado, Eleu Salvador. Drama, misturando erotismo e sobrenatural, devido ao mesmo diretor de “O Homem Lobo” e o recente “Boneca Cobiçada”, ambos ao nível do mau amadorismo. Jovem estudante de medicina vai ao julgamento pelo assassinato da mãe adotiva. Quando bebê, ele foi salvo por um médico e sua mulher de um sacrifício por uma seita de adoradores do diabo. Cor. Inédito.
Publicado originalmente em O Estado de São Paulo em 10 de abril de 1981


A CASA DE IRENE – Nacional (São Paulo), 20 agosto de 1981, 85 minutos. Em Eastmancolor. Elenco: Renata Candu, Marco Augusto, Cesar Ribeiro, Nelcy Martins, Silas Bueno, Renatinha, Carlos Bucka, Tony Tornado, Cleide Singer, Cavagnoli Neto, Palito. Lançado sábado, 29, nos Cines Ibirapuera 2 e Graúna e segunda-feira passada nos Cines Marrocos, Premier, Arcades e Central 1.
E continua a seara...A casa do título é um ambiente repousante onde executivos em stress graças às “mãos de ouro” das massagistas encontram o que procuram. Num ambiente por vezes de “alta sofisticação (?) e onde em certas ocasiões podem acontecer incidentes inesperados e situações engraçadas”. A fita, parece, durante algum tempo andou tendo problemas com a censura. No elenco, o provável desperdício de Carlos Bucka.
Publicado originalmente em O Estado de São Paulo em 6 de setembro de 1981.


COISAS ERÓTICAS- Nacional (São Paulo), 7 de julho de 1982, 90 (?) minutos. Produção e distribuição: Empresa Cinematográfica Rossi. Produtor: Raffaele Rossi. Fotografia, câmera: Salvador do Amaral. Montagem: Raffaele Rossi, Valmir Dias.
Produção do prolífico Raffaele Rossi em três episódios dos quais escritos e dirigidos por ele mesmo. E um marcando a estreia de um novo diretor: Laerte Calicchio. Ao que consta, trata-se de um “pornô” que chega a ir até cenas de sexo explícito, uma das golden mirages de todos os tipo-padrão de realizadores e exibidores que vicejam pelas imediações da Boca e do quadrilátero entre os cines Marabá, Marrocos, Art e Windsor. Só que a atriz Zaíra Bueno, a dos intrigantes olhos verde-violeta, agora mais “categorizada”, dela não participa. A fita andou tendo problemas de censura por cerca de sete meses e foi liberada por recente decisão do seu (já falecido?) Conselho Superior de Cinema.
Publicado originalmente no O Estado de São Paulo em 11 de julho de 1982


Filmes na TV por Carlos Motta
A GATA DEVASSA (23h20 na Record)
Brasil, (SP), 74, 1h27 (versão exibida nos cinemas). Direção: Raffaele Rossi. Com Sueli Fernandes, Perry Salles, Silvana Lopes, Husuaki Hemi, Cavagnole Neto, Afonso de Carvalho. Colorido.
Policial erótico do diretor do explícito Coisas Eróticas. Perry Salles (que esta altura provavelmente não quer que lembrem que trabalhou no filme) é um italiano, Ângelo, que vem ao Brasil para organizar grande roubo para quadrilha internacional liderada por uma mulher. Fuja.

Publicado originalmente no O Estado de São Paulo em 8 de maio de 1987

terça-feira, 23 de setembro de 2014

Jecão...Um Fofoqueiro no Céu

JECÃO...UM FOFOQUEIRO NO CÉU- Nacional- São Paulo, 6 de junho de 1977. Produção: Amácio Mazzaropi. Direção: Pio Zamuner, Amácio Mazzaropi. Fotografia: Pio Zamuner. Música: Hector Lagna-Fietta. Montagem: Mauro Alice. Em Eastmancolor. Elenco: Mazzaropi, Geny Prado, Edgar Franco, Elizabeth Hartann, Gilda Valença, Augusto César Ribeiro, Denize Del Vechi, Rose Gercia, Dante Ruy, João Paulo, Leonor Navarro, André Luiz Toledo, José Velloni, Pirolito. Amanhã, nos cines Art-São Paulo, Paissandú (Sala Independência), Belas Artes-Centr 1, Rio Branco (Sala Vermelha) e circuito.

Por Carlos M. Motta

A festa anual dos fãs de Mazzaropi, desta vez ligeiramente atrasada em relação a seu lançamento habitual no começo do ano. Entre outros motivos por causa do blockbuster O Menino da Porteira. Agora Mazzaropi e seu filho cinematográfico, Paulo Castelli, vão receber em sua terra natal o dinheiro que ganharam na Loteria Esportiva. Mas o primeiro é morto por capangas de um fazendeiro e sua alma sobe aos céus onde provocará mil confusões.


Publicado originalmente no O Estado de São Paulo em 5 de junho de 1977

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

O Segredo das Massagistas


O SEGREDO DAS MASSAGISTAS- Nacional (São Paulo), 22 de agosto de 1977. Produção: E.C Distribuição Import. Cinematográfica. Distribuição: Marte Filmes. Produção: Cassiano Esteves. Direção, fotografia: Antonio B. Thomé. Roteiro: Waldir Kopeczky. Música: Beto Strada. Montagem: Sylvio Renoldi. Em Eastmancolor. Elenco: Aldine Muller, Pedro Cassador, Sula Di Paula, Cesar Robertho, Lourenia Machado, Sergio Longo, Walter Costa, Rachel Miquelan, João Paulo Ramalho, Dino Sizzi, Guta, Mara Prado, Edward Freund, Clayton Sarzi, Rossana Uva (?), Paolino Raffani, Nilza Albanezzi, Carlinhos Silveira, Sonia Guilarducci. Amanhã, no Cine Olido.

Por Carlos M. Motta

Pornochanchada sobre um executivo que sobrecarregado de serviço e à beira do esgotamento é levado por amigo boa vida a um instituto de massagens “onde acontece de tudo (Car Wash?, as lindas massagistas estão para o que der e vir (sic)”. O folheto publicitário nos garante que “teremos várias situações hilariantes, em que o sexo e o nu, se misturam com uma comicidade digna de cinema de alta categoria”. Já não era sem tempo...


Publicado originalmente no O Estado de São Paulo em 21 de agosto de 1977

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Trindad é Meu Nome


TRINDAD É MEU NOME- Nacional (São Paulo), 4 de fevereiro de 1974, 90 minutos. Produção, distribuição: Brasecran. Produtora associada: Macro Filmes. Produtor: Elias Curi Filho. Direção, argumento: Edward Freund. Roteiro: Edward Freund, Adilson Hampe. Fotografia: Reynaldo Paes de Barros. Cenografia: Waldir Siebert. Figurinos: Paula Ramos. Música: Em Eastmancolor. Elenco: David Cardoso, Carlos Bucka, Fátima Antunes, Marlene França, Nadir Fernandes, Rita Helena, Vosmarline Barbosa Siqueira, Edward Freund, Jofre Soares, Francisco Curcio, Walter Portella, Paula Ramos, Astrogildo Filho, Geraldo Decourt, Oswaldo Barros. Amanhã, no Cine Marabá e circuito.

Por Carlos M. Motta

Imitação da imitação. Um Trinity concebido na rua do Triunfo e de lá teleguiado para execução em Itu e adjacências. O polonês Edward Freund até hoje aplicou (não pôde ou não se preocupou) sua excepcional “mão para a direção” em materiais melhores. Ele, inclusive, tem escrito histórias ótimas, que nunca ninguém pensou em produzir. Em todo o caso, a fita tem um mérito: a oportunidade que dá ao excelente e até agora inaproveitado ator Carlos Bucka.


Publicado originalmente no O Estado de São Paulo em 3 de fevereiro de 1974