sexta-feira, 29 de junho de 2012

Musas da Boca na Placar: Matilde Mastrangi


GOLEIRO GALÃ

Depois da saída de Waldir Peres, emprestado ao América do Rio, no mês passado, o goleiro Barbiroto, 23 anos, finalmente ganhou sua chance no São Paulo. E ele não faz sucesso apenas no campo: é o campeão de correspondência das fãs tricolores no Morumbi. Um jornal esportivo de São Paulo chegou a divulgar que o rapaz estava apaixonado pela sensual atriz Matilde Mastrangi, 31 anos, contratada pela Rede Globo para atuar na novela Vereda Tropical.

Barbiroto recebeu a notícia com bom humor – afinal, só conhecia a atriz de fotos. Matilde também se surpreendeu, e garantiu que o único jogador de suas relações era Pelé. Motivados por esta brincadeira, os dois foram apresentados na semana passada e conversaram durante quase uma hora, ocasião em que Barbiroto ficou sabendo que Matilde chegou a jogar futebol quando era garota e também era goleira. No final, a estrela lhe deu um conselho: “Você não deve se iludir. É fácil fazer sucesso, mas depois o duro é segurar a barra, pois todo mundo começa a cobrar demais”.

Publicado originalmente na Placar em 20 de julho de 1984

quarta-feira, 27 de junho de 2012

terça-feira, 26 de junho de 2012

Musas da Boca na Placar: Zélia Martins

PELADA NA FEDERAÇÃO
O prédio número 917 da Avenida Brigadeiro Luís Antônio é um velho conhecido dos paulistanos. Lá funciona a Federação Paulista de Futebol. Desta vez, porém, o local não é notícia por qualquer caso de má arbitragem, suborno ou evasão de renda. Depois de 17 anos servindo a uma ou outra reunião, o Teatro Cacilda Becker – que funciona no 2º andar da entidade – está vivendo uma nova experiência.

De quinta-feira a domingo, o palco recebe a comédia Uma Mulher sem Igual, estrelada pela atriz Zélia Martins, conhecida jurada de programas de TV. Ela brinda as históricas paredes da Federação com um strip-tease de quase 5 minutos. Substituindo cartolas e processos como maior atração do prédio, Zélia garante não ficar constrangida em tirar a roupa no templo do futebol paulista. De agora em diante, portanto, ao ouvir dizer que há uma pelada na Federação, não fique pensando que é apenas um descompromissado joguinho de futebol. Será Zélia Martins em ação.

Publicado originalmente na Placar em 15 de setembro de 1986

sexta-feira, 22 de junho de 2012

David Cardoso no Provocações


O cineasta, produtor e ator David Cardoso foi entrevistado pelo programa Provocações da TV Cultura. Cinema brasileiro, Mazzaropi, mulheres e ecologia foram alguns dos assuntos comentados no papo do “rei da pornochanchada” com o ator e diretor teatral Antonio Abujamra. A atração vai ao ar na próxima terça (dia 26) ás 22h. O programa é imperdível para os fãs de cinema brasileiro. David é o tipo de personagem que não foge de nenhuma pergunta. Sempre destacou suas opiniões sobre a sétima arte e política.

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Gigantes populares: Orlando Silva


O cantor das multidões. O maior intérprete mais popular do Brasil na primeira metade do século XX. Influenciou dezenas de artistas nacionais, sempre se destacando por sua impecável voz. Orlando Silva (1915-1978) tinha um repertório de excelentes compositores. Entre seus maiores sucessos estão criações de cobras criadas como Ataulfo Alves, J Cascata, Lupicínio Rodrigues, Noel Rosa, Pixinguinha.

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Galante e Reichenbach

Dentro do cinema brasileiro, a figura do produtor sempre foi banalizada. A maioria dos profissionais que entram no mercado querem ser diretores. As outras profissões do meio são deixadas num segundo plano. Antônio Polo Galante foi um nome de destaque do cinema paulista. Produziu mais de 50 longas-metragens, desde filmes de alto teor comercial até produções de realizadores de cunho autoral (como Alfredo Sternheim, Francisco Ramalho Júnior, Walter Hugo Khouri, Carlos Reichenbach). Muitos tem suas reclamações sobre Galante e seus métodos.

 
Mesmo assim, o aposentado produtor deu um pequeno mas bonito depoimento sobre o colega Reichenbach na edição da Folha de São Paulo de sexta, dia 15 de junho: “Foi um cara fora de série. O cinema paulista acaba sem ele”. Galante produziu alguns clássicos da filmografia de Carlão como A Ilha dos Prazeres Proibidos, O Império do Desejo e Anjos do Arrabalde. Refletindo sobre tudo isso, andei pensando como a figura do produtor é marginalizada dentro do cinema brasileiro. Esses profissionais mereciam mais reconhecimento. Um exemplo claro é o falecido Osvaldo Massaini, homem de muito valor e que merece um resgate a sua altura.

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Carlos Reichenbach (1945-2012)


Foram várias histórias contadas. Vários papos sem fim. E ele era daqueles que gostava de jovens “chatos” que ficam perguntando e perguntando sobre coisas antigas. Conheci pessoalmente Carlos Reichenbach em 2004, numa exibição do Corrida Em Busca do Amor. De lá pra cá, criei com o Gabriel Carneiro a Zingu! que ajudou de alguma maneira diversas pessoas a terem o reconhecimento. Esse ano está sendo negro, primeiro um Pio Zamuner, depois um Adriano Stuart que eu tinha o telefone e não consegui conhecer. E o Carlão foi uma grande personalidade, um cara extremamente acessível, generoso e humano. Construiu uma obra paulistana por excelência, com destaque para Anjos do Arrabalde, Alma Corsária, Lilian M, Corrida. O cinema paulista e brasileiro está mais pobre hoje. Perdemos um personagem único.

quarta-feira, 13 de junho de 2012

“A Boca formou ótimos técnicos. Mas quase todos estão esquecidos”.


Toni Gorbi está atrás de Jean Garrett no set de A Força dos Sentidos. Na foto é possível ver apenas sua cabeça. Ele está entre o diretor de fotografia Carlos Reichenbach e o assistente de câmera Concódio Matarazzo.

São 65 longas-metragens como técnico. O gaffer e eletricista-chefe Toni Gorbi é um dos raros profissionais formados na Boca do Lixo que conseguem trabalhos no cinema brasileiro atual. O filme mais recente que o técnico trabalhou é E Aí...Comeu?, terceira película do diretor Felipe Joffily. A comédia é estrelada por Marcos Palmeira, Bruno Mazzeo e Emílio Orciollo Neto. O filme estreia nos cinemas de todo Brasil no próximo dia 22. VSP conversou com Gorbi sobre sua carreira e suas memórias sobre o cinema da rua do Triunfo.

Violão, Sardinha e Pão- Como foi o trabalho no E Aí...Comeu?

Toni Gorbi- Foi muito bom. Tudo funcionou perfeitamente. Houve um sincronismo completo entre produção, direção e toda a equipe.

VSP- Quais são as suas expectativas com esse novo trabalho?

TG- Foi uma grande sacada do produtor Augusto Casé da Casé Filmes. É uma produção de baixo orçamento que traz retorno rápido. Com certeza vai ser um sucesso e vão ter muitos outros.

VSP- Sua função no filme é de gaffer. Conte pras pessoas que não conhecem tanto essa área de cinema. Como é o trabalho de um gaffer?

TG- O gaffer é o braço direito do diretor de fotografia. Podemos dizer que é o engenheiro que constrói o projeto do arquiteto. Costumo dizer, que o gaffer é um fotógrafo técnico. Normalmente, quem exerce essa função é uma pessoa mais velha, pela questão do respeito e experiência.

VSP- O senhor é um profissional experiente no meio cinematográfico. Ao todo, em quantos longas-metragens você trabalhou?

TG- É difícil dizer exatamente quantos longas foram... alguns mudaram de nome, e fizeram outra montagem. Em alguns foram colocados cenas de sexo explícito, mas acho que mais ou menos 65 longas e mais ou menos quatro mil filmes publicitários.

VSP- O início da sua carreira foi no Cinema da Boca. Quais são as suas lembranças desse período?

TG- Vim pra São Paulo em 1974. Eu estava trabalhando como operador de máquinas pesadas e mecânico na Transamazônica. Também tinha trabalhando em cursos de terraplanagem. Cheguei a fazer cursos de cinema por correspondência. Tenho os livros até hoje! A minha intenção era trabalhar na área cinematográfica. Passei pela rua do Triunfo, procurando alguma coisa pra fazer. Fiquei sabendo que o Mojica estava precisando de figurantes pra o próximo longa, e fui me candidatar. Logo em seguida fui fazer uma figuração no programa do Sílvio Santos vestido de índio. Depois fui procurar emprego num jornal e vi um anúncio de um curso de arte dramática da Planeta Filmes, do Wilson Rodrigues. Eu gostava mais de iluminação e comecei a construir alguns equipamentos. Com isso, criei a marca Gorbitec. Mas isto é uma longa história.

VSP- O senhor acredita que os técnicos são muito pouco lembrados no cinema brasileiro?

TG- Com toda certeza! O Cinema da Boca formou ótimos técnicos. Mas quase todos foram esquecidos. Dificilmente alguém vai assistir um filme e fica até o final pra ver os nomes dos técnicos. Mas o pessoal de antigamente não se apegava muito com esse negócio de nome. Eu particularmente sempre lutei pra que os técnicos fossem reconhecidos, inclusive participei ativamente do movimento pra montar a ASTIM (Associação dos Técnicos em Iluminação e Maquinaria de São Paulo). Com a tecnologia digital facilitou muito o aprendizado dos novos técnicos. Infelizmente, os mais velhos que não se atualizar vão ser engolidos. No Brasil, tem uma cultura de que o velho não produz mais e tem que aposentar. Isto é um grande erro, porque é o momento que ele está melhor e pode produzir mais com a mente que com os braços. Inclusive, passar o que sabe para os mais novos. Nisto tudo, a figura do gaffer foi esquecida porque ele é um comandante de equipe e não um carregador de peso. Muitos diretores de fotografia não acham que é preciso um gaffer... acham que ele os ofusca, é outro grande erro. Nos Estados Unidos, essa profissão é extremamente respeitável e muitas vezes confundem com o diretor de fotografia. Mesmo assim, o diretor de fotografia não deixa de trabalhar com o gaffer. Mas é uma outra cultura.

VSP- E Aí...Comeu? é uma comédia e pelo que vi no trailer parece muito as antigas pornochanchadas. O senhor concorda com isso?

TG- Não concordo. O E Aí... Comeu? é uma comédia hilariante. Não tem nada de sexo extravagante, tem um elenco de primeira linha com Marcos Palmeira, Bruno Mazzeo, Murilo Benício, José de Abreu, Juliana Alves e muitos outros. Foi um longa muito bem produzido por Augusto Casé, com uma excelente diretora de produção Bia Caldas e sua equipe. Bem dirigido pelo competente Felipe Joffily e muito bem fotografado pelo Marcelo Brasil.

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Dacar: a produtora do mestre David Cardoso




Por Alexandre Aldo Neves, especialmente para o VSP

A DACAR Produções Cinematográficas é uma das produtoras mais ativas do cinema paulista dos anos 70 e 80. Fundada por David Cardoso em 1973/4 e sediada à alameda Dino Bueno (próximo à Boca do Lixo), sua primeira realização foi o western Caçada Sangrenta. O longa-metragem foi dirigido por Ozualdo Candeias nos rincões de Mato Grosso. As três produções seguintes ficaram a cargo do então estreante Jean Garrett – o artesão da Boca: A Ilha do Desejo (com as musas Helena Ramos e Zaíra Bueno), Amadas e Violentadas e Possuídas Pelo Pecado (com a estreante Nicole Puzzi). Esses foram os primeiros grandes sucessos de público da produtora e que possibilitaram ao seu proprietário se arriscar na direção da pomposa produção de 1977: 19 Mulheres e Um Homem.


Neste filme David Cardoso se superou! Levou 19 (ou melhor, 18) universitárias num road movie pelo interior do Brasil rumo á fronteira com o Paraguai. David confirma ser esse seu maior sucesso de público. Helena Ramos, Patrícia Scalvi e Aldine Müller ajudaram a estruturar a trama.


Nos anos 80, David ganharia o título de rei da pornochanchada. Isso se deve em grande parte à bem sucedida parceria estabelecida com o roteirista e diretor Ody Fraga – o gênio do sexo – a qual possibilitaram a realização de significativos sucessos como A Noite das Taras (com Matilde Mastrangi), Aqui Tarados! (com Zaíra Bueno) e do triunfal As Seis Mulheres de Adão.


Com o advento do sexo explícito nas telas de todo país, a DACAR decidiu não tirar o seu time de campo. A produtora investiu nesse segmento com a realização de apenas quatro filmes de longa-metragem. Contudo, foi o suficiente para consagrá-la também nesse formato de cinema. Duas de suas produções pornôs são citadas até hoje em vários sites e fóruns de discussão na internet em vários países do mundo, são eles: O Viciado em C... e As Novas Sacanagens do Viciado em C... (que contam as desventuras de um matuto na cidade grande, interpretado pelo meu conterrâneo Sílvio Júnior).


No final dos anos 80, o Brasil encontrava-se mergulhado no caos econômico e a Boca viu sua estrutura ser desmanchada dia-após-dia. Neste contexto de insegurança econômica e esvaziamento das salas de cinema a DACAR resolve investir em mais uma e derradeira produção: O Dia do Gato um filme policial marcado por ser o último roteiro do genial Ody Fraga que morreu antes da finalização do filme. A parceria estava desfeita e David retirava seu time de campo.


Para concluir, vale lembrar que nem só de longas-metragens viveu a DACAR, ela produziu alguns curtas e documentários (Na Rota dos Diamantes e Cataratas do Iguaçú), além de peças de teatro (P.S. Seu Gato Morreu e Os Homens).


David Cardoso – o galã e proprietário da DACAR – mudou-se para Campo Grande/MS após o desmantelamento do nosso cinema, contudo, recentemente resolveu se aventurar pelo mundo da sétima arte e produziu o média-metragem Fronteira.


Não há como negar: a DACAR é uma das produtoras mais importantes do NOSSO CINEMA.


Alexandre Aldo Neves é geógrafo e pesquisador de cinema brasileiro. Em 2010, ele defendeu mestrado sobre o assunto (A Paisagem Pantaneira Pela Ótica do Cinema Brasileiro) na Universidade Federal da Grande Dourados, Mato Grosso do Sul.

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Gigantes populares: Dilermando Pinheiro

"Dilermando Pinheiro que divide com Moreira da Silva as honras de maior cantor de samba de breque do Brasil", Sérgio Cabral. Dilermando (1917-1962) foi um dos mais notáveis representantes do samba carioca. Não lhe faltou garra, dedicação e talento. Sua fiel companheira foi a cachaça, esse talvez seu único pecado mortal. Gravou ao lado de Cyro Monteiro o antológico disco Teleco Teco Opus 1. Herdeiro fiel do estilo de Luiz Barbosa, esta figuraça da música popular só é lembrada pelos seus poucos fãs. Seus discos são disputados no tapa pelos memorialistas e malucos em geral. Uma pena que sejam poucos da atual geração conheçam o grande sambista que foi Dilermando.

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Aldine Müller no Viva

A musa Aldine Müller continua tendo presença destacada na TV a cabo. Em 1989, a atriz era um dos papéis principais da Escolinha do Professor Raimundo, humorístico comandado por Chico Anysio.  A atração continua em cartaz no canal Viva (número 36 da NET e Sky). Além da beleza de Aldine, os telespectadores podem relembrar grandes nomes do humorismo brasileiro. Atores inesquecíveis como Rogério Cardoso, Rony Cócegas e Zezé Macedo também desfilam no programa. A Escolinha é exibida de segunda á sexta ás 7h30 e 20h. Nos finais de semana, a atração é exibida aos sábados ás 19h e nos domingos ás 21h. 

terça-feira, 5 de junho de 2012

Minami Keizi e Cinema Em Close Up


A trajetória profissional de Minami Keizi (1945-2009) precisa ser mais estudada. O jornalista e editor brasileiro de descendência japonesa foi responsável pela editoração da revista Cinema em Close Up. Essa publicação durou três anos e foi o veículo de imprensa oficial do Cinema da Boca. Além de fotos das atrizes, a revista trazia informações e discussões sobre a sétima arte nacional. Um dos exemplares trouxe uma longa entrevista com Celso Amorim, então presidente da Embrafilme. Os dois anuários da Close Up, escritos em 1976 e 77 são itens de coleção para todo fanático por cinema brasileiro.

Entre os colaboradores da revista estão nomes que depois contribuíram ativamente para o cinema paulistano como José Adalto Cardoso, Luiz Castellini, Luiz Gonzaga dos Santos. Todos que trabalharam diretamente com Minami o reconhecem como uma pessoa amável e humilde. Essa humildade em demasia talvez tenha sido determinante para os projetos de Keizi muitas vezes não serem sucessos comerciais. O jornalista era um Ademir da Guia da caneta. Além de sua importância dentro do meio cinematográfico, Minami foi um dos introdutores do mangá no Brasil. Foi editor de revistas sensacionais e raras como Pausa Garotas & Piadas. Escreveu dezenas de livros com os mais variados temas (horóscopo, artes marciais, faroestes). Muitos saiam assinados por diversos pseudônimos e editoras variadas. Lamento profundamente não ter conhecido pessoalmente ele, embora tenhamos trocados alguns e-mails. Para homenagear Minami e outros profissionais do passado, VSP resgata aqui a sensacional seção de cartas da Cinema em Close Up. O espaço era chamado de “Cartas na mesa”. Muitos leitores mandavam suas dúvidas e eram respondidos pelos colaboradores da publicação. Claro que muitas cartas eram inventadas, o que torna tudo ainda mais engraçado. Abaixo trazemos o texto na íntegra da segunda edição da Close Up, em 1975. O interessante é ver os elogios dos realizadores da época para Minami e a equipe da publicação.

Cartas na mesa

Realmente foi uma surpresa muito grande o número 1 da revista CINEMA EM CLOSE UP, um incentivo para nós, produtores de cinema, a continuar e aperfeiçoar cada vez mais. E mais um veículo para a divulgação do cinema nacional. TONY VIEIRA, - produtor, diretor e ator de cinema.

Gostei imensamente do número 1 da Cinema em close-up e orgulhosa em ter sido a capa desta maravilhosa publicação. CLAUDETE JAUBERT- atriz de cinema.

Para mim que estou estreando com a fita TERRA QUENTE, embora já tenha feito outra, é um estímulo e alegria em saber que há gente interessada em divulgar o cinema nacional. CUSTÓDIO GOMES – ator, diretor e produtor de cinema.

O número 1 está uma jóia! Sucesso na certa. Pau na máquina, amigo. RAJÁ DE ARAGÃO – roteirista de cinema.

Era o que faltava no nosso meio, uma revista que se preocupasse com os filmes brasileiros, informando ao público o que se passa nos bastidores do cinema. ALEXANDRA MONTESSORI – atriz de cinema.

Nada tenho a criticar e a sugerir. A linha adotada no número 1 está ótima. FRANCISCO DI FRANCO – ator.

Está ótimo o número 1. Gostei pacas. Saiu agora, realmente, uma revista de cinema. JEAN GARRETT – diretor de cinema.

Olha, o meu fanatismo por cinema não chega não chega a tanto, mas não posso deixar de expressar aqui os meus parabéns. NELSON C. y CUNHA – escritor.

Acho que o povo em geral está de parabéns, pois ganharam uma revista apta a divulgar o cinema nacional. GERALDO DO NASCIMENTO – São Paulo-SP.

Explique-me, se for possível, naturalmente, essa transa do CINEMA: Produção, Direção, Roteiro. Qual é a do Diretor e a do Produtor? É o Diretor quem faz o roteiro? – E. DA SILVA GOMES – Rio de Janeiro – RJ

O produtor é quem bota a grana, o diretor dirige a fita e geralmente um roteirista faz o roteiro. Algumas vezes o próprio diretor faz o roteiro.

Por que esta chamada porno-chanchada prolifera no cinema brasileiro? Por que não fazem nenhum filme de arte com exceção de alguns? CLÁUDIO CARLOSMAGNO- Curitiba- PR

Porque é preciso ganhar “o pão de cada dia” e se o povo quer comédia erótica, “vox populi...” Todavia, convém reconhecer que o cinema nacional progrediu muito; antigamente saíamos do cinema e se o produtor ou diretor da fita estivesse nas adjacências, seria linchado pelos espectadores.

O terror novamente se faz presente, desta vez não em forma de um exorcista ou bebê-diabo, e sim metamorfoseado em CINEMA EM CLOSE UP. JOSÉ MOJICA MARINS – ator, diretor e produtor de cinema.

A revista está bem elaborada: para o público e para os que estão ligados diretamente ao cinema. ARLETE MOREIRA- atriz.

Além de Sinfonia Amazônica e Piconzé não sei de nenhum desenho animado brasileiro. Por que não fazem mais desenhos animados aqui? PAULO SILVA E SOUZA- P. Alegre – RS.

Ipê Nakashima que fez PICONZÉ faleceu antes de desfrutar o sucesso da fita. Para um segundo da fita são necessários de 16 a 24 desenhos e uma produção leva pelo menos uns dois anos. Daí podemos concluir que a produção é caríssima. Mas não se incomode não, Maurício de Souza; vem aí com seu HORÁCIO, uma super-produção a cores.

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Gigantes populares: Roberto Silva


Um dos grandes nomes da Rádio Nacional, Roberto Silva é um dos mais expressivos cantores brasileiros. Nessa época, o intérprete ganhou o apelido de “o príncipe do samba”. Aos 91 anos, este simpático senhor continua se apresentando e mostrando seu inegável talento. 

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Documentário sobre Coisas Eróticas será exibido pela primeira vez


A Primeira Vez do Cinema Brasileiro será mostrado na íntegra pela primeira vez. O longa-metragem vai ganhar duas exibições no II PopPorn Festival, evento especializado em pornografia e indústria do sexo no Brasil. O filme será exibido no sábado (dia 2) ás 15h10 e no domingo (dia 3) ás 20h15. Todo festival será na Trackers (rua Dom José de Barros, 337, segundo andar, centro). De autoria de Denise Godinho, Hugo Moura e Bruno Graziano, o documentário aborda os trinta anos de Coisas Eróticas, primeiro filme brasileiro de sexo explícito. São 34 entrevistados falando sobre a vida e a obra do diretor Raffaele Rossi, conhecido nome da Boca do Lixo de São Paulo. Após a exibição de A Primeira Vez no sábado (dia 2), haverá um debate sobre os novos rumos do pornô brasileiro. Os ingressos para o evento custam R$ 25.